quarta-feira, 26 de junho de 2013
No exclusivo da Sony para PlayStation 3, os dois eixos não são consonantes e pequenas falhas na jogabilidade atrapalham a imersão no mundo pós-apocalíptico do título, construído com tanta minúcia e credulidade pela Naughty Dog (da franquia "Uncharted").
O jogo se passa nos Estados Unidos, em 2033, país sob controle do exército e devastado após a contaminação de grande parte da população por uma doença causada pelo fungo Cordyceps, que infecta o cérebro e deixa as pessoas parecidas com zumbis --agressivas, monstruosas e sem consciência.Joel, o protagonista do game, tem a missão de escoltar a jovem Ellie até o QG do grupo de resistência conhecido como Vagalumes. Além dos infectados, a dupla tem que enfrentar gangues de bandidos e lutar por suprimentos contra outros sobreviventes.
Os personagens são muito bem construídos --a adolescente Ellie é especialmente crível, com atitudes e falas esperadas de uma menina de 14 anos.
A relação entre ela e Joel é o coração do jogo. Enquanto lutam para continuar a viagem e não morrer no caminho, a conexão entre os dois fica mais complexa e profunda.
COMBATE E EXPLORAÇÃO
O combate em "The Last of Us" é estratégico. Se Joel sair apertando o gatilho de peito aberto em qualquer um que ver pela frente, das duas uma: ou a munição, quase sempre escassa, vai acabar; ou dezenas de inimigos vão ser alertados e rapidamente encontrar a origem do barulho.
Mesmo assim, com alguns cuidados (como estocar kits médicos e achar locais com cobertura sólida), é possível optar pelo confronto direto. As armas demoram para recarregar e a saúde não se regenera como em jogos de tiro atuais, o que deixa o combate mais sofrido --afinal Joel e Ellie são sobreviventes e não exterminadores.
O jogo te dá a liberdade de escolha: dá para apunhalar os inimigos silenciosamente pelas costas ou mesmo, em algumas situações, evitar completamente os inimigos. Há também diferentes tipos de dificuldade a escolher: o modo de sobrevivência, por exemplo, lima o "modo de escuta", no qual Joel pode localizar os inimigos através de paredes e portas concentrando-se nos sonhos emitidos pelos inimigos, como numa espécie de radar.
Existem alguns problemas na mecânica, principalmente quando os personagens topam com os chamados Estaladores (humanos infectados que têm cabeça e olhos cobertos por fungos), que se localizam por estalos feitos com a boca e têm a audição bem aguçada e matam com um só golpe. Na maior parte das vezes, os Estaladores ignoram os barulhos que Ellie faz.
Um passo em falso de Joel pode chamar a atenção de um dos infectados, mas Ellie pode correr (e até esbarrar em um deles), sem que seja notada. A pequena também tagarela à vontade, sem que isso chame a atenção --o que prejudica o clima de tensão presente em todo o jogo.
Já os inimigos não-infectados são pouco inteligentes: Joel pode enforcar uma pessoa até a morte poucos passos atrás de outro sobrevivente e permanecer despercebido, o que é meio frustrante.
Há também alguns quebra-cabeças a serem resolvidos, mas que tornam-se muito repetitivos no decorrer do jogo --em todos os eles, há apenas um único caminho: o jogador tem que revirar o cenário para encontrar um objeto interativo que resolve a questão. Pelo menos os passeios pelo ambiente são recompensados pela vista do mundo muito bem desenhado de "Last of Us"; escombros da civilização lentamente sendo dominados por plantas, animais e, claro, fungos.
O game também estimula a exploração em busca de suprimentos, como bandagens, itens que podem ser usados em melhorias de armas, munição, produtos para fabricação coquetéis molotov e bombas caseiras.
ÁUDIO E TRADUÇÃO
Como é de praxe em várias dos games legendados para o português, alguns termos do texto não correspondem ao que foi dito pelos personagens. "Keep your head down" (mantenha sua cabeça baixa) virou "fique aqui" e "let me go" foi traduzido como "me solta" --típica falha de tradução literal, fora do contexto do jogo, em que a frase mais correta seria "me deixe ir".
O áudio em português tem dubladores de altíssima qualidade, porém, as vozes são muito baixas. Mesmo fazendo diferentes configurações de volume nas opções do jogo a questão não foi resolvida. Em fóruns na internet há relatos de jogadores que não conseguiram jogar com a dublagem em português por causa do baixo volume das vozes.
O problema é agravado pela tentativa da Naughty Dog de tornar os diálogos mais realistas: o som só é 100% claro se você estiver olhando diretamente para o personagem que está falando. Se o jogador estiver em um outro cômodo ou de costas, o som sai mais abafado ainda.
Apesar dos problemas, "The Last of Us" merece e deve ser jogado. Ele é a resposta definitiva para quem (ainda) duvida que os games podem alcançar qualquer outro tipo de mídia em termos de narrativa e sublimidade de história.
Mas os problemas de jogabilidade, que impedem que o clima de tensão da narrativa seja transposto para o game em si, tornam "The Last of Us" "apenas" um jogo ótimo --o que é muito pouco, para o título que tinha o potencial (e a pretensão) de ser um dos melhores de todos os tempos.
"THE LAST OF US"
DESENVOLVEDOR Nauthy Dog
PLATAFORMAS PlayStation 3
PREÇO R$ 149
AVALIAÇÃO Ótimo
PLATAFORMAS PlayStation 3
PREÇO R$ 149
AVALIAÇÃO Ótimo
Um
gamer-robô criado por pesquisadores da Universidade do Texas venceu nesta
semana a primeira edição do concurso BotPrize de inteligência artificial,
sediado na cidade de Austin, ao convencer juízes de que agia de maneira mais
semelhante a um humano do que metade dos humanos com que foi comparado durante
um teste cego.
A competição foi bancada pela desenvolvedora 2K Games e se deu dentro do jogo “Unreal Tournament 2004″, dentro do qual os robôs que competiam enfrentaram uns aos outros, além dos jogadores de carne e osso –sendo que estes últimos eram os próprios jurados.
Os gamers humanos usaram uma ferramenta para rotular os oponentes como entes virtuais ou reais. O robô vencedor, chamado UT^2 e criado pelo time do professor Risto Miikkulainen, foi quem ganhou mais etiquetas que o classificavam como uma pessoa.
O UT^2 foi taxado de “humano” 52% das vezes, enquanto seres pessoas propriamente ditas ficaram com nível médio de semelhança a comportamento humano de meros 40%.
“A ideia é avaliar o quanto somos capazes de criar jogadores virtuais (bots) que se comportam como gente”, disse Miikkulainen ao site “EurekaAlert!”.
O professor levará para casa US$ 7.000, assim como o pesquisador romeno Mihai Polceanu, que ficou empatado em primeiro lugar com os mesmos 52% de “humanidade”.
É um resultado entusiasmante –para não dizer assustador.
A competição foi bancada pela desenvolvedora 2K Games e se deu dentro do jogo “Unreal Tournament 2004″, dentro do qual os robôs que competiam enfrentaram uns aos outros, além dos jogadores de carne e osso –sendo que estes últimos eram os próprios jurados.
Os gamers humanos usaram uma ferramenta para rotular os oponentes como entes virtuais ou reais. O robô vencedor, chamado UT^2 e criado pelo time do professor Risto Miikkulainen, foi quem ganhou mais etiquetas que o classificavam como uma pessoa.
O UT^2 foi taxado de “humano” 52% das vezes, enquanto seres pessoas propriamente ditas ficaram com nível médio de semelhança a comportamento humano de meros 40%.
“A ideia é avaliar o quanto somos capazes de criar jogadores virtuais (bots) que se comportam como gente”, disse Miikkulainen ao site “EurekaAlert!”.
O professor levará para casa US$ 7.000, assim como o pesquisador romeno Mihai Polceanu, que ficou empatado em primeiro lugar com os mesmos 52% de “humanidade”.
É um resultado entusiasmante –para não dizer assustador.
Há 71 anos, quando escreveu
"Brasil, País do Futuro", o austríaco Stephan Zweig registrou o
fascínio do brasileiro por jogos em geral. No livro, ele se diz impressionado
pela multidão que, todos os dias, lotava cassinos e se aglomerava para jogar
baralho, bingo ou roleta.
O nome do obra, que virou um bordão
conhecido por qualquer par de ouvidos brasileiros, parece ter tomado contornos
de verdade --ao menos no mundo dos games.
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O BRASIL QUE JOGA
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Tendências
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"Se o Brasil é o país do futuro, o
futuro já chegou", diz Bertrand Chaverot, diretor no Brasil da Ubisoft,
produtora francesa de games.
De acordo com o Ibope, 23% dos
brasileiros são jogadores assíduos ou eventuais --ou seja, 45,2 milhões de
pessoas. Segundo a consultoria PWC (PricewaterhouseCoopers), o mercado, que em
2011 movimentou R$ 840 milhões e é quarto maior do mundo, crescerá em média
7,1% por ano até 2016 --quando atingirá R$ 4 bilhões.
Para comparação: o país tem o quinto
lugar no setor de automóveis, e um plano da Ancine (Agência Nacional de
Cinema), divulgado no mês passado, quer tornar o Brasil o quinto mercado de
cinema, TV e vídeo até 2020. Hoje é apenas o décimo.
A arrancada é recente e tem vários
motivos: queda nos preços de consoles e de jogos, tradução de títulos para o
português e a situação complicada do mercado mundial, que passa por crise
financeira e saturação.
"No último ano, nós crescemos 300%
no Brasil, enquanto a média mundial é de 2,2%", diz Chaverot.
O Brasil tem 3,1 milhões de videogames
da última geração (Xbox 360, PlayStation 3 e Wii), mas o mercado ainda tem como
líder o PlayStation 2, lançado há 12 anos.
Lá fora o panorama é bem distinto: só
nos EUA há 95 milhões de videogames, segundo o NPD Group. Na Coreia do Sul as
empresas fazem campanhas para vender um segundo console.
Além da saturação, o mercado se arma
para a próxima era de videogames --Xbox 720 e PlayStation 4 devem ser
apresentados até 2014.
"Assassin's Creed 3", da
Ubisoft, "God of War: Ascension", da Sony, e "Call of Duty:
Black Ops 2", da Activision, são alguns dos blockbusters que serão
lançados no Brasil nos próximos meses com dublagem ou legendas no idioma local.
A japonesa Capcom, criadora da série de
luta "Street Fighter", também está de olho no Brasil: no mês passado
contratou três representantes no país. "A Capcom sabe que aqui há uma
grande comunidade de jogadores que não para de crescer", diz Jean Toledo,
gerente de marketing e vendas da empresa.
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TECPÉDIA
CONSOLE
No mundo dos games, é o dispositivo que roda os jogos eletrônicos. No Brasil, também é chamado simplesmente de videogame.
No mundo dos games, é o dispositivo que roda os jogos eletrônicos. No Brasil, também é chamado simplesmente de videogame.
XBOX 360
Console lançado pela Microsoft em 2005. Utiliza DVD convencional e é fabricado no Brasil desde 2011.
Console lançado pela Microsoft em 2005. Utiliza DVD convencional e é fabricado no Brasil desde 2011.
KINECT
Sensor de movimento lançado para Xbox 360 em 2010 que funciona como controle.
Sensor de movimento lançado para Xbox 360 em 2010 que funciona como controle.
PLAYSTATION 3
Console lançado pela Sony em 2006. Utiliza disco de Blu-ray e é sucessor do PlayStation 2, ainda hoje o console mais popular no Brasil.
Console lançado pela Sony em 2006. Utiliza disco de Blu-ray e é sucessor do PlayStation 2, ainda hoje o console mais popular no Brasil.
WII
Console lançado pela Nintendo em 2006. Utiliza drive de DVD e popularizou no mercado um controle que funciona por movimentos.
Console lançado pela Nintendo em 2006. Utiliza drive de DVD e popularizou no mercado um controle que funciona por movimentos.
WII U
Sucessor do Wii que será lançado em novembro. Tem um controle em forma de tablet.
Sucessor do Wii que será lançado em novembro. Tem um controle em forma de tablet.
INDIE
Abreviação de independente. No mundo dos games, refere-se a jogos construídos com pouco investimento e por pequenas equipes.
Abreviação de independente. No mundo dos games, refere-se a jogos construídos com pouco investimento e por pequenas equipes.
EMULADOR
Software que simula as funções e características de um videogame no computador.
Software que simula as funções e características de um videogame no computador.
8 BITS/16 BITS
Termos usados em referência a consoles de videogame antigos, que tinham processadores de 8 bits (como Sega Master System e Nintendo) e de 16 bits (como Sega Mega Drive e Super Nintendo).
Termos usados em referência a consoles de videogame antigos, que tinham processadores de 8 bits (como Sega Master System e Nintendo) e de 16 bits (como Sega Mega Drive e Super Nintendo).
PIXEL
Menor ponto que forma um tipo de imagem digital. O conjunto de vários de pixels forma uma imagem inteira.
Menor ponto que forma um tipo de imagem digital. O conjunto de vários de pixels forma uma imagem inteira.
JOGO CASUAL
Game simples, geralmente com enredo superficial e gráficos leves. Permite a realização de partidas rápidas e costuma utilizar pouca memória.
Game simples, geralmente com enredo superficial e gráficos leves. Permite a realização de partidas rápidas e costuma utilizar pouca memória.
JOGO HARDCORE
Game complexo, com enredo elaborado, mecânica complicada e gráficos pesados. As partidas são mais longas e exigem mais dedicação.
Game complexo, com enredo elaborado, mecânica complicada e gráficos pesados. As partidas são mais longas e exigem mais dedicação.
MULTIPLAYER
Significa "múltiplos jogadores". O modo "multiplayer" ou "multijogador" suporta vários participantes simultaneamente.
Significa "múltiplos jogadores". O modo "multiplayer" ou "multijogador" suporta vários participantes simultaneamente.
MMRPG
"Massively Multiplayer Role-playing Game", jogo que reúne milhares de jogadores em um mesmo mundo virtual.
"Massively Multiplayer Role-playing Game", jogo que reúne milhares de jogadores em um mesmo mundo virtual.
Profetizada há anos e antecipada há
meses, a guerra da próxima geração de consoles finalmente começou para valer.
Durante a E3, feira de games que
aconteceu em Los Angeles entre os dias 11 e 13 deste mês, Microsoft e Sony
revelaram os detalhes finais do Xbox One e do PlayStation 4, como preço e jogos
exclusivos.
Com o Xbox One, a Microsoft aposta em
uma central multimídia, que além de rodar games também serve para assistir TV e
fazer ligações via Skype, por exemplo. O PlayStation aponta mais para o público
que já é fã de games. A Sony adicionou opções sociais, como compartilhar
imagens e vídeos dos jogos.
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