quarta-feira, 10 de julho de 2013

Apesar de problemas, game "The Last of Us" marca por excelente narrativa
The Last of Us" é feito de duas substâncias muito distintas: o enredo, que avança por meio de CGs (cenas de computação gráfica), e o gameplay, que reúne os momentos de controle dos protagonistas pelo jogador. No exclusivo da Sony para PlayStation 3, os dois eixos não são consonantes e pequenas falhas na jogabilidade atrapalham a imersão no mundo pós-apocalíptico do título, construído com tanta minúcia e credulidade pela Naughty Dog (da franquia "Uncharted").
O jogo se passa nos Estados Unidos, em 2033, país sob controle do exército e devastado após a contaminação de grande parte da população por uma doença causada pelo fungo Cordyceps, que infecta o cérebro e deixa as pessoas parecidas com zumbis --agressivas, monstruosas e sem consciência.
Joel, o protagonista do game, tem a missão de escoltar a jovem Ellie até o QG do grupo de resistência conhecido como Vagalumes. Além dos infectados, a dupla tem que enfrentar gangues de bandidos e lutar por suprimentos contra outros sobreviventes.
Os personagens são muito bem construídos --a adolescente Ellie é especialmente crível, com atitudes e falas esperadas de uma menina de 14 anos.
A relação entre ela e Joel é o coração do jogo. Enquanto lutam para continuar a viagem e não morrer no caminho, a conexão entre os dois fica mais complexa e profunda.
COMBATE E EXPLORAÇÃO
O combate em "The Last of Us" é estratégico. Se Joel sair apertando o gatilho de peito aberto em qualquer um que ver pela frente, das duas uma: ou a munição, quase sempre escassa, vai acabar; ou dezenas de inimigos vão ser alertados e rapidamente encontrar a origem do barulho.
Mesmo assim, com alguns cuidados (como estocar kits médicos e achar locais com cobertura sólida), é possível optar pelo confronto direto. As armas demoram para recarregar e a saúde não se regenera como em jogos de tiro atuais, o que deixa o combate mais sofrido --afinal Joel e Ellie são sobreviventes e não exterminadores.
O jogo te dá a liberdade de escolha: dá para apunhalar os inimigos silenciosamente pelas costas ou mesmo, em algumas situações, evitar completamente os inimigos. Há também diferentes tipos de dificuldade a escolher: o modo de sobrevivência, por exemplo, lima o "modo de escuta", no qual Joel pode localizar os inimigos através de paredes e portas concentrando-se nos sonhos emitidos pelos inimigos, como numa espécie de radar.
Existem alguns problemas na mecânica, principalmente quando os personagens topam com os chamados Estaladores (humanos infectados que têm cabeça e olhos cobertos por fungos), que se localizam por estalos feitos com a boca e têm a audição bem aguçada e matam com um só golpe. Na maior parte das vezes, os Estaladores ignoram os barulhos que Ellie faz.
Um passo em falso de Joel pode chamar a atenção de um dos infectados, mas Ellie pode correr (e até esbarrar em um deles), sem que seja notada. A pequena também tagarela à vontade, sem que isso chame a atenção --o que prejudica o clima de tensão presente em todo o jogo.
Já os inimigos não-infectados são pouco inteligentes: Joel pode enforcar uma pessoa até a morte poucos passos atrás de outro sobrevivente e permanecer despercebido, o que é meio frustrante.
Há também alguns quebra-cabeças a serem resolvidos, mas que tornam-se muito repetitivos no decorrer do jogo --em todos os eles, há apenas um único caminho: o jogador tem que revirar o cenário para encontrar um objeto interativo que resolve a questão. Pelo menos os passeios pelo ambiente são recompensados pela vista do mundo muito bem desenhado de "Last of Us"; escombros da civilização lentamente sendo dominados por plantas, animais e, claro, fungos.
O game também estimula a exploração em busca de suprimentos, como bandagens, itens que podem ser usados em melhorias de armas, munição, produtos para fabricação coquetéis molotov e bombas caseiras.
ÁUDIO E TRADUÇÃO
Como é de praxe em várias dos games legendados para o português, alguns termos do texto não correspondem ao que foi dito pelos personagens. "Keep your head down" (mantenha sua cabeça baixa) virou "fique aqui" e "let me go" foi traduzido como "me solta" --típica falha de tradução literal, fora do contexto do jogo, em que a frase mais correta seria "deixe-me ir".
O áudio em português tem dubladores de altíssima qualidade, porém, as vozes são muito baixas. Mesmo fazendo diferentes configurações de volume nas opções do jogo a questão não foi resolvida. Em fóruns na internet há relatos de jogadores que não conseguiram jogar com a dublagem em português por causa do baixo volume das vozes.
O problema é agravado pela tentativa da Naughty Dog de tornar os diálogos mais realistas: o som só é 100% claro se você estiver olhando diretamente para o personagem que está falando. Se o jogador estiver em um outro cômodo ou de costas, o som sai mais abafado ainda.
Apesar dos problemas, "The Last of Us" merece e deve ser jogado. Ele é a resposta definitiva para quem (ainda) duvida que os games podem alcançar qualquer outro tipo de mídia em termos de narrativa e sublimidade de história.
Mas os problemas de jogabilidade, que impedem que o clima de tensão da narrativa seja transposto para o game em si, tornam "The Last of Us" "apenas" um jogo ótimo --o que é muito pouco, para o título que tinha o potencial (e a pretensão) de ser um dos melhores de todos os tempos.
"THE LAST OF US"
DESENVOLVEDOR Nauthy Dog
PLATAFORMAS PlayStation 3
PREÇO R$ 149
AVALIAÇÃO Ótimo


Promoção da Xbox Live corta preços de games do console em até 90%

A Xbox Live anunciou nesta terça-feira (2) uma promoção quecorta preços de sete jogos do console em até 90%, como é o caso de Borbderlands 2, vendido agora por R$ 19. Max Payne 3 também está na lista: passou de R$ 179 para R$ 19.
"Chefe do Xbox" deixa Microsoft para assumir presidência da Zynga, de "FarmVille" e "Draw Something"
A divisão que Mattrick coordenava é a responsável pela linha de videogames Xbox --o executivo foi umas das principais figuras da apresentação do novo Xbox One, em maio deste ano.
Em um comunicado divulgado à imprensa, Mark Pincus, fundador da Zynga, classificou Mattrick como uma "pessoa única na indústria de jogos" e responsável por "tornar o Xbox a maior rede de consoles do mundo".
Na Microsoft desde 2007, Don Mattrick assumirá a Zynga com o desafio de reverter os últimos resultados ruins da companhia, que é maior no ramo de games sociais.

No último mês a empresa de Pincus fechou alguns de seus estúdio e demitiu cerca de 20% dos seus funcionários.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

carros

Em 2050, mais de 2,5 bilhões de carros estarão nas ruas em todo o mundo, segundo a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Dada essa superlotação, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) criou um dos projetos mais futuristas e concretos na área. Trata-se do Hiriko, um carro compacto e elétrico que permite colocar nas ruas sete vezes mais veículos que o padrão atual.
O Hiriko tem 40% do tamanho de um veículo normal e autonomia de bateria para andar 120 km. Com dois lugares, ele ainda pode ser dobrado para ser estacionado: três Hirikos ocupam uma vaga comum --já à venda na Europa, por € 12,5 mil (R$ 37 mil).
Hiriko/The New York Times
Carro dobrável Hiriko, desenvolvido pelo MIT
Carro dobrável Hiriko, desenvolvido pelo MIT
A cidade de Santander, na Espanha, é outro ícone. Instalou 12 mil sensores conectados à internet que transmitem para uma central de análise informações como níveis de poluição do ar, vagas livres para estacionar e quando as lixeiras estão cheias.
O projeto, que ao todo custou US$ 11 milhões, também possui sensores que permitem que as luzes da rua diminuam a de intensidade quando ninguém está passando.
Hoje, a IBM é a empresa que mais investe em inovação de cidades. O programa Smarter Cities Challenge destina US$ 50 milhões por ano para tornar 100 municípios mais conectados.
Em Estocolmo e na cidade sul-coreana Bucheon, a IBM tem um sistema de análise de dados de tráfego para prever engarrafamentos e alterar o tempo de semáforos quando necessário. A medida reduziu o trânsito em 10%.
Em Xangai, na China, uma das cidades mais populosas do mundo, a Intel tem um sistema avançado de monitoramento: câmeras em pontos estratégicos identificam atividades suspeitas, acionando a polícia automaticamente e até mesmo se um pedestre atravessa fora de faixa.
INTERNET DAS COISAS
A tendência chamada "internet das coisas", que visa conectar quase todos os objetos à rede mundial (desde a geladeira até o carro ou o relógio), é essencial para a criação de uma cidade inteligente. O objetivo é interligar tudo para simplificar a vida cotidiana.
As empresas que assumirem a dianteira nesse nicho podem lucrar US$ 613 bilhões neste ano, prevê a Cisco.
"A Intel já trabalha em uma arquitetura para sistematizar a internet das coisas", diz Fábio Tagnin, diretor de pesquisa aplicada da empresa. Segundo ele, será possível, em breve, que sensores na bomba de gasolina enviem um sinal para debitar o valor diretamente da conta do dono do veículo.

MICROSOFT

A Microsoft confirmou nesta segunda-feira (10) que o Brasil faz parte da lista de 21 países que vão receber o Xbox One em novembro.
O console, que custará US$ 499 (aproximadamente R$ 1,1 mil) nos EUA, chegará ao país por R$ 2.199.
Pelo preço, o consumidor levará o console com 500 Gbytes de armazenamento, sensor de movimentos Kinect integrado, um controle sem fio e 14 dias gratuitos para teste da Xbox Live Gold, a rede on-line do videogame.
Quem participar da pré-venda ganhará bônus exclusivos oferecidos pela companhia, como um mapa multijogador exclusivo em "Ryse" e acesso à carros pré-equipados em "Forza Motosport 5".
JOGOS
Também hoje foi feito o anúncio de que Master Chief, o soldado espacial que protagoniza a série de tiro "Halo", exclusiva da Microsoft, retornará no ano que vem.
O público pôde ver um curto trailer, em que Chief aparece encapuzado, andando em um deserto, até topar com o que parece ser uma nave espacial gigantesca, que surge da areia.
O Xbox One terá ainda uma nova versão de "Killer Instinct", da Rare, game de luta popular nos anos 90 --confirmando rumores de fãs em fóruns e sites especializados. Executivos da empresa fizeram uma demonstração ao vivo do game.


aaaaa

segundo uma pesquisa divulgada pelo grupo asiático Displaybank, cerca de 4,6 milhões de notebooks com tela do tipo touchscreen foram produzidos e enviados pela indústria durante o primeiro semestre do ano, de um total de 46 milhões de computadores portáteis comercializados.

Segundo a empresa de pesquisa, conforme divulgado pelo jornal taiwanês “Digitimes”, a taxa em que cresce a proporção de aparelhos com tela sensível ao toque é alta, sendo que fabricantes como LenovoAcer Asus têm como meta ter 20% de seus laptops equipados com visores do tipo.
Essa pode ser uma boa notícia para a Microsoft, dada a situação um tanto desconfortável da companhia em relação ao Windows mais novo, voltado para interfaces operadas por toque e que,desde seu lançamento, vem fazendo pouco barulho.
A verdadeira utilidade ou a conveniência de equipamentos com tal configuração, contudo, pode gerar opiniões controversas.
“Qualquer coisa pode ser forçada a convergir. Você pode juntar uma geladeira a uma torradeira, mas o resultado não será agradável para o usuário”, disse Tim Cook, presidente-executivo da Apple, há cerca de um ano.
Já o jornalista Sean Hollister, em artigo publicado no site “The Verge” e intitulado“Surpreendentemente, computadores com tela tátil não são horríveis”, diz que ele próprio concordava com tal ponto de vista, mas que, quanto mais ele usava laptopts táteis e com Windows 8, mais ele acreditava que tais telas seriam o futuro. No texto, Hollister detrai os periféricos (e o hábito de forçar-nos a decorar teclas de atalho, por exemplo) como pouco intuitivos e enaltece a capacidade de usar um híbrido de laptop e tablet enquanto se está de pé.
O “ lembra de duas características negativas dos notebooks com tela sensível ao toque: a “síndrome do braço de gorila”, que basicamente rotula a fadiga causada no braço pela operação de uma tela “touch”; e a vida de bateria potencialmente menor (a “Laptop Magazine” testou modelos com tela sensível ao toque e suas respectivas versões sem essa capacidade, e estas últimas sobreviveram a cerca de uma hora a mais longe da tomada). O site diz que “gostemos dela ou não, a tela tátil em notebooks é o futuro.”
Alguns web-comentaristas ridicularizam a tendência como algo que simplesmente não tem o potencial para substituir um mouse, justamente pelo esforço que o acionamento de uma tela tátil demanda.
O Asus Taichi (Divulgação)
O Google, talvez, concorde: o último computador que lançou, o chamado Chromebook Pixel, é um laptop cuja tela, além de ter resolução altíssima, responde aos contatos de pontas de dedos.
A Microsoft sugere, com o Surface, que o Windows 8 é mais bem utilizado em um tablet (com um teclado acoplado, talvez?).
Nenhum notebook da Apple tem tela “touch”.
A principal iniciativa nesse sentido foi da Intel, que passou a requerer das fabricantes que incluíssem telas táteis a seus computadores que desejavam ver categorizados comoultrabooks.
Seria possível argumentar que uma tela sensível ao toque aumenta o custo de produção (e consequentemente o de venda) de maneira fútil. Poderia ser defendida, também, a ideia de que esse custo seria insignificante caso a função venha a se tornar um “must-have”,  dado o grande volume de pedidos.
Por um lado ou pelo outro, o que as empresas do setor têm de fazer (e que, com isso, aparentam estar fazendo) é reinventar o PC para tentar conter o êxodo dos usuários de laptops rumo aos tablets.


mario

Mario, o encanador bidogudo que há mais de três décadas é o mascote da Nintendo, lidera o time que tem a difícil missão de ajudar o console Wii U a repetir a glória do sucessor Wii, lançado em 2006 e que acumula 90 milhões de unidades vendidas.
Diferentemente de Microsoft e Sony, a Nintendo, cujas áreas de videogames são apenas um dos vários tentáculos das megacorporações de tecnologia, a Nintendo é uma empresa exclusivamente de jogos para videogames.
Por isso a E3 é especialmente importante para a companhia japonesa, que apresentou durante o evento os novos games "Super Mario 3D World", "Mario Kart 8", "Donkey Kong Country: Tropical Freeze" e "Super Smash Bros", para ficar apenas na "tropa de elite" dos lançamentos da marca.
No novo "Mario", os personagens podem se transformar em gatos, capazes de escalar paredes e arranhar inimigos. O jogo suporta até quatro jogadores simultâneos. Já em "Mario Kart 8" há novos tipos de veículos, como motocicletas e carros mais pesados, além de pistas verticais.
São títulos fortes, feitos para convencer um consumidor que ainda não está confiante no conceito de controle em forma de tablet do console.
Mas a gigante japonesa sofre com a falta de jogos de outras produtoras. A Electronic Arts, por exemplo, já anunciou que nenhum jogo que utilize o motor gráfico "Frostbite 3" -como "Fifa 14" ou jogo de tiro "Battlefield 4"- será lançado para o Wii U.
Sete meses após o lançamento mundial, o Wii U contabiliza pouco mais de três milhões de unidades vendidas pelo mundo -cerca de seis milhões a menos do que o Wii durante o mesmo período. Xbox 360 e PlayStation 3 venderam, respectivamente, 5 milhões e 4,3 milhões.
No Brasil, o Wii U chega até o final do ano (junto com o PlayStation 4 e Xbox One), segundo Bernárdo Guzman-Blanco, subgerente de relações públicas da empresa.
O preço do console em reais ainda não está definido -nos EUA o valor é de US$ 299 para a versão na cor branca, com 8 Gbytes de armazenamento, e de US$ 349 pelo "deluxe set", que vem na cor preta e tem 32 Gbytes disponíveis para armazenamento.
 São títulos fortes, feitos para convencer um consumidor que ainda não está confiante no conceito de controle em forma de tablet do console.
Mas a gigante japonesa sofre com a falta de jogos de outras produtoras. A Electronic Arts, por exemplo, já anunciou que nenhum jogo que utilize o motor gráfico "Frostbite 3" -como "Fifa 14" ou jogo de tiro "Battlefield 4"- será lançado para o Wii U.
Sete meses após o lançamento mundial, o Wii U contabiliza pouco mais de três milhões de unidades vendidas pelo mundo -cerca de seis milhões a menos do que o Wii durante o mesmo período. Xbox 360 e PlayStation 3 venderam, respectivamente, 5 milhões e 4,3 milhões.
No Brasil, o Wii U chega até o final do ano (junto com o PlayStation 4 e Xbox One), segundo Bernárdo Guzman-Blanco, subgerente de relações públicas da empresa.
O preço do console em reais ainda não está definido -nos EUA o valor é de US$ 299 para a versão na cor branca, com 8 Gbytes de armazenamento, e de US$ 349 pelo "deluxe set", que vem na cor preta e tem 32 Gbytes disponíveis para armazenamento.